Tuesday, September 28, 2004

Bla

Dias repletos da minha propria cheap philosophy. Sò assim me consolo. Leio sobre a tal da Cabala. E, de certa forma, isto me desconcerta. Ler o best-seller que mudou a vida de Madonna e tantas outras estrelas, nunca me foi atraente. Mas enfim, confesso, leio, estou na metade e ainda nao entendi nada. Por isso digo e digo de novo que nao sei nada, menos que nada, o além-nada dos meus neuronios. E esta reclamaçao toda me faz lembrar da adolescencia. Eh, a fase mais chata da vida em todos os sentidos. E ao mesmo tempo, como um polvo num labirinto (juro que ja vi uma reportagem sobre polvos em labirintos), me sinto sendo testada por alguma entidade superior pra ver se eu consigo sair dessa. Vai ver que é a Cabala. (Repare no 'C' maiùsculo, respeito com a Cabala, rapaziada.)

Agora deveria falar sobre o turismo acidental. Nao faz sentido, absolutamente. Preferiria ser um daqueles americanos-de-viseira-em-dia-nublado, batendo no vidro do aquario, bem embaixo de uma placa que pede o favor de nao se bater no vidro, do que ser essa versao descabida de gente em outro paìs. Eu sou gente de outro paìs. Pronto. Turista nao. Mas enfim, o que somos, pra onde vamos, de onde viemos e, sobretudo, o que fazemos aqui?

Em outra nota, deveria dizer que o turismo aqui em Genova tem a caracteristica de ser acidental ou, assim me parece. Nao consigo imaginar o roteiro turistico contendo: dia tal, hora tal - Tarde em Genova, degustando o verdadeiro pesto. Noite - empanturrados de pesto e focaccia, partida para qualquer localidade. Mas vale a pena. O pesto, a focaccia, o Porto Antico, que eu adoro, de onde teclo nesse exato minuto e todo o charme milenar da cidade. Eu adoro velharia. Deveria abrir um antiquàrio. Isso é, se conseguisse desfocar do meu lindo umbiguinho e começasse a olhar em volta. Mas é dificil, é imensamente dificil. Esperemos que a Cabala tenha o efeito esperado e possa me ajudar a resolver todos os meus problemas. Ou entao, procuro o Walter Mercado.

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