Friday, January 31, 2003

O tema da semana é fofoca.

E não é que discutindo o assunto, eu descubro, a milhas de distância do Brasil, e há anos de distância do boato, que espalharam um boato sobre mim certa feita, quase 6 anos atrás!!! E a história é que eu tive um caso com um de meus melhores amigos - com quem nunca obviamente tive nada, nada mesmo, é verdade, eu juro de pés juntos cross-heart-and-hope-to-die!!! Inclusive me contaram que tinham várias versões: em uma delas eu tirei minha blusa na frente do cara e nós demos uns malhos mas paramos por aí, pra não comprometer a amizade (???); em uma segunda versão, eu estou sem blusa, de novo, sensual e oferecida, e o rapaz resiste bravamente em nome da amizade. E tem outra versão também do boato em que eu estou sem blusa apenas e só. Ô gente doida de vontade de me ver sem blusa e que pensa que eu sou oferecida...Me ver sem sem blusa, vá lá, jogar meu nome na lama espalhando que eu sou oferecida não tem cabimento.

Daí, hoje fizemos um exercício criativo pensando em que boatos gostaríamos de saber que espalharam a nosso respeito. Afinal de contas, falem mal, mas falem de mim.

Todo mundo que me lê, tem meu email, certo? Então escrevam aí, quais boatos vocês gostaríam que espalhassem a seu respeito - por favor, excluam as obviedades do tipo "25cm em repouso"!

Thursday, January 30, 2003

Clone tem umbigo?

Um amigo me enviou uma piada fabulosa! Como toda piada de português, juram de pés juntos que é verdade e que isso de fato estava escrito em algum lugar:

Questão de ética/moral apresentada no "Diário de Lisboa" em Portugal.O texto está em sua forma original.
"Com toda esta polêmica a propósito da clonagem, uma grande pergunta urge colocar: Alguém que tenha relações sexuais com o seu próprio clone é gay ou está a masturbar-se?"

Português é um povo básico, como dizia o Zé Simão!

Tuesday, January 28, 2003

History repeating...

O passado não me larga. Não me deixa de jeito nenhum. É uma mancha de nanquim indelével na gola da camisa que a inutiliza pra sempre. Um odor, um perfume, uma foto, uma música, um lugar... sempre, incondicionalmente, está lá, o passado, acenando pra mim, de dentro e de fora ao mesmo tempo.

A gente luta contra ele, a gente rasga as fotos em mil pedacinhos, bota fogo em tudo e joga fora, mas ele volta sorrateiro e silencioso e quando menos espera-se, ele nos agarra. Nascemos e pronto: a partir daquela hora marcada na certidão tudo é passado. Tudo, tudo, tudo!

Certas lembranças, as gostosas, são menos detalhadas e menos evidentes. No entanto, é a memória involuntária, traiçoeira, que nos pega e nos derruba nostálgicos, com o olhar perdido no espaço, por horas ou dias. Mas, uma foto e uma música são coisas muito óbvias. Descobri que o sentido traiçoeiro é o olfato que abre um baú fundíssimo dentro da nossa alma e vai buscar lá de dentro a memória que nos esforçamos tanto por enterrar...

E o que resta de todo homem quando ele morre é o passado que ele produziu. Ou seja, enterram o homem, mas seu passado perdura.

Thursday, January 23, 2003

"Pull over Ma'am"

Eram quase meia noite e estávamos a menos de 1 km de casa. De repente, uma luz nos segou - fiquei com medo de estar sendo abduzida por aliens, já que o rádio do carro também não estava funcionando direito - mas não, era um autêntico Cop, do tipo que come rosquinhas com café. Instantaneamente, já me imaginava algemada numa salinha no aeroporto, sendo deportada de volta pro Lula e comecei a pensar o que poderia oferecer ao policial em troca da minha liberdade, afinal de contas... O problema é que eu estava morrendo de vontade de dar risada, muita risada - eu sempre rio quando estou nervosa, mas além do nervoso ainda tinha o fator "awkwardness". Imagina só o cop vindo me pedir documentos e eu caindo na gargalhada na cara dele - deve ter uma multa só pra isso, pra quem ri na cara do policial. "You know, your officer, I always laugh like this when I am nervous -huahuahuahuahuahua..."

Daí fiquei imaginando se isso tudo não estaria sendo gravado numa fita para depois ser enviado para um daqueles programas do tipo "The worst drivers ever - to be caught on tape!" E um dia minha cara deslavada ia aparecer meio borrada no vídeo - com aquele efeito meia-boca pra esconder a identidade do transgressor de regras de trânsito. E o comentarista ia dizer "Now pay attention to the red haired woman, see how she laughs her heart out at the police officer - what she doesn't know is the size of the fine she is about to get...."

No final, eu no carro em devaneio e a motorista do lado de fora sacudindo a cabeça e fazendo "hum-hum" pra tudo que o policial estava dizendo - não, Graças ao Bom Deus, eu não estava dirigindo!!! 20 minutos de bronca depois fomos liberadas pela modesta quantia de 86 dólares e a promessa de nunca, nunca, nunca mais não respeitar religiosamente a plaquinha de "Pare".
"Ensaboa, Mulata, Ensaboa"

Aqui não tem tanque. Não tem. Estou com uma porção de meias sujas para lavar, mas não tenho a cara-de-pau de jogar tudo dentro de uma máquina e ver que bicho dá... Imagina só: como é que o encardidão da sola das meias vai sair? Olha, nenhuma roupa fica bem lavada sem uma passadinha no tanque antes. "É que a sujeira precisa apanhar para sair" me disse minha mais saudosa assistente do lar, a Dina.
Agora, outra coisa que me veio em mente foi a graça toda do "ensaboa, mulata, ensaboa". Não teria graça nenhuma pra americano. Gringo não ia entender nada da música do Cartola ou então ia logo achar que era discriminação racial e eu era capaz de apanhar na rua se cantasse alto!

É que de sabão quem entende somos nós, brasileiros, eita povo sabonete!!! Pra tudo dá-se um jeitinho! E seguimos ensaboando!

Aliás, eu sigo de meias sujas. Comprei um pacotão numa loja de departamentos. Vamos ver se até eu sujar esses 5 novos pares de meias eu descubro algum sabão em pó fabricado pela NASA que desencarde meia lavada na máquina!

Friday, January 17, 2003

"Isso é assim mesmo, é porque você é mulher"

Meu ex-namorado, que era um cara difícil em termos de senso de humor, costumava dizer isso e sempre me causava riso. Ainda rio com a frase, porque no fundo, muita coisa acontece comigo e sei que é só porque sou mulher mesmo, é a única explicação possível. Crise choro, crise de riso. Crise de choro e de riso junto. Vontade de comer chocolate e depois pesar-se em seguida só pra dar uma conferidinha.

O pior é que estamos todas unidas nessa condição, numa solidariedade silenciosa: não precisamos contar isso pra ninguém, mas sabemos instintivamente que todas fazemos e sentimos este montão de coisas igualmente.

Não escolhi nascer mulher, não foi minha opção, mas se tivesse sido consultada a respeito, lá no Céu, na fila de espera da Terra, teria escolhido ser mulher sim. A mulher se relaciona e compreende o mundo através do seu amor, através de quem ama: seus pais, seus irmãos, seu marido escolhido e, depois, de seus filhos. Estes agraciados com o maior amor e mais incondicional que qualquer mulher será capaz de sentir ou de delegar. E saber isso é a coisa mais valiosa do mundo. E é só porque eu sou mulher mesmo que eu sei.
A falta que ela me faz -

Tenho que confessar: estou com saudades da Dra. Klara. É oficial. Estou com saudades da minha psicóloga. É verdade. Era gostoso, vai... ficar lá deitadinha naquele divã de couro freudianamente correto, cheiroso, toda esparramada olhando pro nada e falando sobre o nada também, como um enorme e custoso episódio do Seinfeld de 6 anos de duração.

De frente pra janela, de costas pra doutora.

Falei, falei, falei. Calculo que lá pelo 3o ano ela deve ter parado de anotar qualquer coisa, devia trazer um "Coquetel - caça-palavras e criptogramas" e ficar se esbaldando nas minhas costas.

Queria poder deitar um pouquinho lá de novo, mesmo sabendo exatamente o que ia escutar: ódio do pai, inveja da mãe, complexo de electra... é que lá eu deitava e chorava durante 50 minutos. Tinha 50 minutos para chorar loucamente se quisesse. E era muito confortável saber o que ia se passar. Teoricamente, eu não sabia. E fiquei sem saber nos primeiros anos. Acho que decidi ir embora no dia que percebi que sabia exatamente tudo aquilo, que já tinha decodificado Freud no último nível e que agora não precisava mais dele. (Que impáfia a minha, que falta de modéstia... mas no fundo, de certa forma, deve ser parte do tratamento ou efeito colateral - que no caso não seria tão bom - o paciente ficar achando que já sabe mais que o psicólogo...) E talvez, eu e Klara tenhamos simplesmente nos cansado uma da outra e tenhamos desistido, em conjunto, de dividir aquele divã.

Mas, Dra. Klara, se vc está lendo este blog - o que é altamente improvável - obrigada por tudo.

Wednesday, January 15, 2003

Ainda sem acentos mais com muita coisa pra contar... Ai, essa tecnologia...
Nao morri... apenas fiquei "desacentuada" temporariamente.

Prometo voltar em instantes e com acentos - valha me Deus, nosso Senhor!

Thursday, January 02, 2003

DJANGO REINHARDT

(é isso mesmo, uma mensagem secreta, se você não entendeu, não era pra você - mas se quiser, pode clicar aqui também.)

Wednesday, January 01, 2003

This is the day

Well... you didn't wake up this morning,
'cause you didn't go to bed.
You were watching the whites of your eyes turn red!

The calendar on your wall IS TICKING the days off.

You've been reading some old letters.
You smile and think how much you've changed.
All the money in the world couldn't buy back those days.

You pull back the curtains, and the sun burns into your eyes.
You watch a plane flying across a clear blue sky.
THIS IS THE DAY -- Your life will surely change.
THIS IS THE DAY -- When things fall into place.

You could've done anything, if you'd wanted.
And all your friends and family think that you're lucky.
But the side of you they'll never see
Is when you're left alone with the memories
That hold your life together like -- GLUE

You pull back the curtains, and the sun burns into your eyes.
You watch a plane flying across a clear blue sky.
THIS IS THE DAY -- Your life will surely change.
THIS IS THE DAY -- When things fall into place.