Errata: Salsa não é assim.
Salsa é 1-2-3-4, 1-2-3-4...
Vai ver que eu estava prestando atenção em outra coisa, né?
Tuesday, February 25, 2003
A coisa mais sacana que ouvi na festa sexta-feira:
"Yeah, teach her the hussle, teach her the hussle!"
(E um louco apareceu me tomando pelas mãos e me rodopiando como se eu fosse um iô-iô.)
A coisa mais bacana que ouvi na mesma festa sexta-feira:
"Una más, siempre! Una más - Porque no?"
(E um outro maluco me rodopiava ao som de algum rítmo latino que eu já não conseguia àquela altura diferenciar!)
"Yeah, teach her the hussle, teach her the hussle!"
(E um louco apareceu me tomando pelas mãos e me rodopiando como se eu fosse um iô-iô.)
A coisa mais bacana que ouvi na mesma festa sexta-feira:
"Una más, siempre! Una más - Porque no?"
(E um outro maluco me rodopiava ao som de algum rítmo latino que eu já não conseguia àquela altura diferenciar!)
Monday, February 24, 2003
Salsa é assim: 1-2-3-pára, 1-2-3-pára.
Agora guarde isto para todo o sempre, como se disso dependesse sua vida.
Parece que eu estou falando código e, de certa forma, é um código da região.
Lembre-se: um dia vc também pode estar numa boate lotada de gente balançando nesse ritmo claudicante e ali, meu amigo, quem não entra no rítmo é lentamente cuspido pra fora da boate e logo logo pra fora dos círculos sociais de Miami.
E, como já dizia o Pica-Pau "se não pode vencê-los, junte-se a eles!"
Agora guarde isto para todo o sempre, como se disso dependesse sua vida.
Parece que eu estou falando código e, de certa forma, é um código da região.
Lembre-se: um dia vc também pode estar numa boate lotada de gente balançando nesse ritmo claudicante e ali, meu amigo, quem não entra no rítmo é lentamente cuspido pra fora da boate e logo logo pra fora dos círculos sociais de Miami.
E, como já dizia o Pica-Pau "se não pode vencê-los, junte-se a eles!"
Thursday, February 20, 2003
Mentally Challenged -
Brincando de desenhar, esperando uns calzones no Viena na semana passada, eu descobri que tenho um distúrbio neurológico seríssimo. É verdade. Se fosse filme do Woody Allen, ele já teria ido em 7 médicos e feito 15 exames (assistam Hannah e suas Irmãs - eu acho...)
Dá que eu resolvo de inventar uma brincadeira pra amenizar a fome, entrego gizes de cera para os participantes e começamos a desenhar no papel que recobre a mesa. Alguém diz uma palavra, um objeto, e temos que desenhá-lo. O objetivo é ver as diferenças do desenho de cada um e tal - eu sei, é fraquinho, mas vá esperar calzone no Viena à 1 da tarde que você também vai começar a delirar!
Ok, a primeira palavra: cadeira. Muito bem, minha cadeira é um 4 de ponta-cabeça - só isso já é indício de que sou meio fraquinha das idéias...
A segunda palavra: alguém grita rápido "Maçã!" e começamos a desenhar.
Cada um mostra o seu desenho ao que eu, surpresa, digo "Não, não é uma maçã..." e quando os olhares da mesa se voltam para o meu desenho choque, horror e gargalhada misturados nos rostos do pessoal:
Eu tinha desenhado um olho. UM OLHO!
Alguém pode me explicar? Se uma criança de uns 5 anos faz isso a mãe corre com ela pro Pronto Socorro; a professora já começa a sugerir escolinhas especiais para crianças especiais; o pai levanta as mão para os céus e grita "Deus, onde foi que eu errei!"...
Chega.
Maçã pra mim é um olho azul cheio de cílios.
Brincando de desenhar, esperando uns calzones no Viena na semana passada, eu descobri que tenho um distúrbio neurológico seríssimo. É verdade. Se fosse filme do Woody Allen, ele já teria ido em 7 médicos e feito 15 exames (assistam Hannah e suas Irmãs - eu acho...)
Dá que eu resolvo de inventar uma brincadeira pra amenizar a fome, entrego gizes de cera para os participantes e começamos a desenhar no papel que recobre a mesa. Alguém diz uma palavra, um objeto, e temos que desenhá-lo. O objetivo é ver as diferenças do desenho de cada um e tal - eu sei, é fraquinho, mas vá esperar calzone no Viena à 1 da tarde que você também vai começar a delirar!
Ok, a primeira palavra: cadeira. Muito bem, minha cadeira é um 4 de ponta-cabeça - só isso já é indício de que sou meio fraquinha das idéias...
A segunda palavra: alguém grita rápido "Maçã!" e começamos a desenhar.
Cada um mostra o seu desenho ao que eu, surpresa, digo "Não, não é uma maçã..." e quando os olhares da mesa se voltam para o meu desenho choque, horror e gargalhada misturados nos rostos do pessoal:
Eu tinha desenhado um olho. UM OLHO!
Alguém pode me explicar? Se uma criança de uns 5 anos faz isso a mãe corre com ela pro Pronto Socorro; a professora já começa a sugerir escolinhas especiais para crianças especiais; o pai levanta as mão para os céus e grita "Deus, onde foi que eu errei!"...
Chega.
Maçã pra mim é um olho azul cheio de cílios.
Wednesday, February 19, 2003
Na porta do motel.
Uma amiga minha começou a namorar o Tony. Quer dizer, tudo ia muito bem até o dia em que foram ao motel pela primeira vez. Ela deu uma olhadinha no RG dele:
- Deixa eu ver a foto vai...
Pegou o documento das mãos dele, que hesitante, parecia antecipar a reação da nova namorada...
- DEMERVAL????
O problema é que Tony, na verdade, chamava-se Demerval Antonio, assim como seu pai, esse homem sem coração que quis prolongar o sofrimento que ele próprio deve ter vivido por causa do nome sacana que alguém inventou 100 anos trás.
Acho que, infelizmente, a noite no Motel não foi tão boa como imaginavam, no entanto, para o bem daquela relação e de todos os familiares que já estavam envolvidos nela - (imagina ter que contar pros pais da garota que seu nome verdadeiro é Demerval?) - eles decidiram nunca mais tocar no assunto e esconder bem escondido todos os documentos do rapaz.
Tanto eles seguiram à risca essa resolução que, só depois que terminaram o namoro, ela veio nos contar sobre o Tony, ou Demerval para os íntimos. Aliás, pra curar a dor-de-cotovelo, agora ele é o Demerval. Demê, aquele ex-namorado que enche o saco de vez em quando. E a vingança sonhada contra ele é o dia em que ela o encontrar com outra namorada jantando e puder dizer bem alto:
- Demerval!!! Quanto tempo!!!
Uma amiga minha começou a namorar o Tony. Quer dizer, tudo ia muito bem até o dia em que foram ao motel pela primeira vez. Ela deu uma olhadinha no RG dele:
- Deixa eu ver a foto vai...
Pegou o documento das mãos dele, que hesitante, parecia antecipar a reação da nova namorada...
- DEMERVAL????
O problema é que Tony, na verdade, chamava-se Demerval Antonio, assim como seu pai, esse homem sem coração que quis prolongar o sofrimento que ele próprio deve ter vivido por causa do nome sacana que alguém inventou 100 anos trás.
Acho que, infelizmente, a noite no Motel não foi tão boa como imaginavam, no entanto, para o bem daquela relação e de todos os familiares que já estavam envolvidos nela - (imagina ter que contar pros pais da garota que seu nome verdadeiro é Demerval?) - eles decidiram nunca mais tocar no assunto e esconder bem escondido todos os documentos do rapaz.
Tanto eles seguiram à risca essa resolução que, só depois que terminaram o namoro, ela veio nos contar sobre o Tony, ou Demerval para os íntimos. Aliás, pra curar a dor-de-cotovelo, agora ele é o Demerval. Demê, aquele ex-namorado que enche o saco de vez em quando. E a vingança sonhada contra ele é o dia em que ela o encontrar com outra namorada jantando e puder dizer bem alto:
- Demerval!!! Quanto tempo!!!
Sunday, February 09, 2003
Esta noite beijava alguém em meu sonho - quem era?
Sonhei que beijava alguém. Era um beijo longo, gostoso, macio. Daqueles que quando a gente vê igual na rua, sente inveja, tem vontade de beijar também, urgentemente.
O beijo no meu sonho é um presente do meu subconsciente para minha alma. Quando temos em sonho uma experiência tão simples de puro prazer é um presente nosso pra nós mesmos mais do que simplesmente o natural desejo de beijar.
Ah, se ao menos eu soubesse quem eu estava beijando....
O biscoito chinês
Outro dia discutia como o povo chinês é básico, simplificado. Disse pra um amigo, na casa de quem estava hospedada, "Tem um ditado chinês que diz assim 'É melhor ser hóspede do que anfitrião'. Ele parou e indagou "E aí? e o resto?". Não tem resto. É assim. é uma idéia muito simples e óbvia que algum chinês algum dia achou por bem de propagar. (É claro que é uma metáfora também e que as palavras hóspede e anfitrião contém mil desdobramentos possíveis.)
Ontem, cheguei em casa e encontrei um biscoitinho chinês no armário. Abri e, com a fome que estava, quase comi a mensagem junto. Mas, puxei a tempo a tirinha de papel e, lá estava "Terminada a decadência inicia-se o progresso".
Em algum momento, alguém escreveu no livro da minha vida que eu ia pegar esse biscoitinho restante de um jantar chinês delivery só pra encontrar dentro dele esta frase pra entender melhor e botar sentido nos acontecimentos que me aborrecem mas que parecem etapas necessárias das quais não consigo escapar. Só pra entender que fevereiro, que começou meio esquisito, ainda tem conserto.
E de um pequeno biscoito chinês fez-se uma refeição completa.
Outro dia discutia como o povo chinês é básico, simplificado. Disse pra um amigo, na casa de quem estava hospedada, "Tem um ditado chinês que diz assim 'É melhor ser hóspede do que anfitrião'. Ele parou e indagou "E aí? e o resto?". Não tem resto. É assim. é uma idéia muito simples e óbvia que algum chinês algum dia achou por bem de propagar. (É claro que é uma metáfora também e que as palavras hóspede e anfitrião contém mil desdobramentos possíveis.)
Ontem, cheguei em casa e encontrei um biscoitinho chinês no armário. Abri e, com a fome que estava, quase comi a mensagem junto. Mas, puxei a tempo a tirinha de papel e, lá estava "Terminada a decadência inicia-se o progresso".
Em algum momento, alguém escreveu no livro da minha vida que eu ia pegar esse biscoitinho restante de um jantar chinês delivery só pra encontrar dentro dele esta frase pra entender melhor e botar sentido nos acontecimentos que me aborrecem mas que parecem etapas necessárias das quais não consigo escapar. Só pra entender que fevereiro, que começou meio esquisito, ainda tem conserto.
E de um pequeno biscoito chinês fez-se uma refeição completa.
"O que é o flerte? Pode se dizer que é um comportamento que deve dar a entender que uma aproximação sexual é possível, sem que essa eventualidade possa ser entendida como uma certeza. Em outras palavras, o flerte é uma promessa de coito, mas uma promessa sem garantia.
(...) O equilíbrio entre a promessa e a ausência de garantia é onde reside precisamente o autêntico virtuosismo do flerte!"
Trecho extraído de A insustentável leveza do ser, de Milan Kundera.
Friday, February 07, 2003
Nostalgia de mundaça.
Meu tom irônico estava indo tão bem que até eu acreditava mesmo que a minha nostalgia inata tinha ficado no Brasil... que nada.
Ela veio também. Mas chegou mais tarde pois ela arrumou suas malas com mais tempo e cuidado do que eu. Assim, ela não me deixou esquecer nada. Apesar de eu já achar que não estivesse sentindo falta de nada (apenas aquilo que havia voluntariamente deixado pra trás). Fez questão de trazer tudo de novo. Ficou ofendida com meu comportamento e aprontou 7, 8, 15 malas gigantes e 1 baú. Então, a Nostalgia veio de trem - que é seu meio de transporte preferido. E, já durante a vigem, vinha remoendo coisinhas, remexendo suas volumosas malas, pensando no que tirar primeiro pra fora e jogar violentamente na minha cara, assim que chegasse para buscá-la. (Sim, eu mesma fui, relutante, buscá-la na estação.) E, para minha surpresa, vi com alegria doída a primeira coisa que ela deixou intencionalmente cair da mala: gatinhos. Gatinhos lambendo-se e limpando-se charmosos como os que tive que deixar pra trás. E daí, mais surpresa ainda, vi que a Nostalgia tinha ganho o combate de cara naquele momento. Estava pronta para quase tudo de mais triste, de mais horrível, de mais doloroso que ela pudesse ter trazido de volta consigo, mas fiquei indefesa e totalmente vulnerável à lembrança boa dos gatinhos.
Depois de tudo, de toda mudança, de toda virada na vida, pensei que, por esperarmos o difícil, nos preparamos arduamente para a tristeza só que é a lembrança boa que causa mais dor - a saudade. O que nos põe enfermos e perdidos, sem raízes, é perceber que, ao se tentar esquecer uma parte, ou algumas partes ruins da vida, a gente deixa pra trás, sem querer, o que era bom também.
E isso, essa tristeza contraditória, foi bom a Nostalgia ter trazido de volta pra mim.
Meu tom irônico estava indo tão bem que até eu acreditava mesmo que a minha nostalgia inata tinha ficado no Brasil... que nada.
Ela veio também. Mas chegou mais tarde pois ela arrumou suas malas com mais tempo e cuidado do que eu. Assim, ela não me deixou esquecer nada. Apesar de eu já achar que não estivesse sentindo falta de nada (apenas aquilo que havia voluntariamente deixado pra trás). Fez questão de trazer tudo de novo. Ficou ofendida com meu comportamento e aprontou 7, 8, 15 malas gigantes e 1 baú. Então, a Nostalgia veio de trem - que é seu meio de transporte preferido. E, já durante a vigem, vinha remoendo coisinhas, remexendo suas volumosas malas, pensando no que tirar primeiro pra fora e jogar violentamente na minha cara, assim que chegasse para buscá-la. (Sim, eu mesma fui, relutante, buscá-la na estação.) E, para minha surpresa, vi com alegria doída a primeira coisa que ela deixou intencionalmente cair da mala: gatinhos. Gatinhos lambendo-se e limpando-se charmosos como os que tive que deixar pra trás. E daí, mais surpresa ainda, vi que a Nostalgia tinha ganho o combate de cara naquele momento. Estava pronta para quase tudo de mais triste, de mais horrível, de mais doloroso que ela pudesse ter trazido de volta consigo, mas fiquei indefesa e totalmente vulnerável à lembrança boa dos gatinhos.
Depois de tudo, de toda mudança, de toda virada na vida, pensei que, por esperarmos o difícil, nos preparamos arduamente para a tristeza só que é a lembrança boa que causa mais dor - a saudade. O que nos põe enfermos e perdidos, sem raízes, é perceber que, ao se tentar esquecer uma parte, ou algumas partes ruins da vida, a gente deixa pra trás, sem querer, o que era bom também.
E isso, essa tristeza contraditória, foi bom a Nostalgia ter trazido de volta pra mim.
Tuesday, February 04, 2003
Às vezes acho que não nasci pra gostar de ninguém. Nasci pra destestar as pessoas e passar a maior parte do tempo tentando me afastar e me esquivar delas. E assim, por conseqüência, ninguém nunca ia gostar de mim e eu ia viver quietinha no meu canto até mais de noventa. Quem vive só, vive mais, já repararam? É porque deixa de gastar energia amando e provendo pra outra pessoa. Quem ama sofre. E chora, e fica com gastrite, ou bronquite, ou depressão. E morre mais cedo. E quando sinto que a vida ficou mais curta, cada vez que sofro assim, essa dor lancinante do final do amor, quero me entregar de vez a morte e acabar com tudo isto. Mas daí, olhando bem de perto, quem é que merece de verdade minha vida e minha morte? É, de certo, alguém que não conheço ainda e, por isso, mais algumas mortes fingidas pela frente eu devo ter, senão, de que vale a morte? A vida é fácil e sua razão está contida em si mesma. Valer a morte é que é dificil. Então faço questão de não morrer, por mais que às vezes eu tenha a impressão de que o outro me deu o golpe final com a intenção de ver a morte satisfeita no meu rosto. Não, não morro não. Continuo vivinha-da-silva.
Monday, February 03, 2003
"O pé ficou bom!"
Exclamou minha amiga, num gesto de solidariedade que só uma ótima amiga mesmo poderia realizar, quando terminei de fazer minhas unhas ontem.
Não, o pé não está bom, não. Está uma merda também. Mas como o pé fica bem longe da cara e, pelo menos dois dedos ficam espremidos e escondidos pelas tiras das sandálias, o estrago parece menor.
Mas, manicure por 20 doletas, só quando eu virar popstar.
Exclamou minha amiga, num gesto de solidariedade que só uma ótima amiga mesmo poderia realizar, quando terminei de fazer minhas unhas ontem.
Não, o pé não está bom, não. Está uma merda também. Mas como o pé fica bem longe da cara e, pelo menos dois dedos ficam espremidos e escondidos pelas tiras das sandálias, o estrago parece menor.
Mas, manicure por 20 doletas, só quando eu virar popstar.
Friday, January 31, 2003
O tema da semana é fofoca.
E não é que discutindo o assunto, eu descubro, a milhas de distância do Brasil, e há anos de distância do boato, que espalharam um boato sobre mim certa feita, quase 6 anos atrás!!! E a história é que eu tive um caso com um de meus melhores amigos - com quem nunca obviamente tive nada, nada mesmo, é verdade, eu juro de pés juntos cross-heart-and-hope-to-die!!! Inclusive me contaram que tinham várias versões: em uma delas eu tirei minha blusa na frente do cara e nós demos uns malhos mas paramos por aí, pra não comprometer a amizade (???); em uma segunda versão, eu estou sem blusa, de novo, sensual e oferecida, e o rapaz resiste bravamente em nome da amizade. E tem outra versão também do boato em que eu estou sem blusa apenas e só. Ô gente doida de vontade de me ver sem blusa e que pensa que eu sou oferecida...Me ver sem sem blusa, vá lá, jogar meu nome na lama espalhando que eu sou oferecida não tem cabimento.
Daí, hoje fizemos um exercício criativo pensando em que boatos gostaríamos de saber que espalharam a nosso respeito. Afinal de contas, falem mal, mas falem de mim.
Todo mundo que me lê, tem meu email, certo? Então escrevam aí, quais boatos vocês gostaríam que espalhassem a seu respeito - por favor, excluam as obviedades do tipo "25cm em repouso"!
E não é que discutindo o assunto, eu descubro, a milhas de distância do Brasil, e há anos de distância do boato, que espalharam um boato sobre mim certa feita, quase 6 anos atrás!!! E a história é que eu tive um caso com um de meus melhores amigos - com quem nunca obviamente tive nada, nada mesmo, é verdade, eu juro de pés juntos cross-heart-and-hope-to-die!!! Inclusive me contaram que tinham várias versões: em uma delas eu tirei minha blusa na frente do cara e nós demos uns malhos mas paramos por aí, pra não comprometer a amizade (???); em uma segunda versão, eu estou sem blusa, de novo, sensual e oferecida, e o rapaz resiste bravamente em nome da amizade. E tem outra versão também do boato em que eu estou sem blusa apenas e só. Ô gente doida de vontade de me ver sem blusa e que pensa que eu sou oferecida...Me ver sem sem blusa, vá lá, jogar meu nome na lama espalhando que eu sou oferecida não tem cabimento.
Daí, hoje fizemos um exercício criativo pensando em que boatos gostaríamos de saber que espalharam a nosso respeito. Afinal de contas, falem mal, mas falem de mim.
Todo mundo que me lê, tem meu email, certo? Então escrevam aí, quais boatos vocês gostaríam que espalhassem a seu respeito - por favor, excluam as obviedades do tipo "25cm em repouso"!
Thursday, January 30, 2003
Clone tem umbigo?
Um amigo me enviou uma piada fabulosa! Como toda piada de português, juram de pés juntos que é verdade e que isso de fato estava escrito em algum lugar:
Questão de ética/moral apresentada no "Diário de Lisboa" em Portugal.O texto está em sua forma original.
"Com toda esta polêmica a propósito da clonagem, uma grande pergunta urge colocar: Alguém que tenha relações sexuais com o seu próprio clone é gay ou está a masturbar-se?"
Português é um povo básico, como dizia o Zé Simão!
Um amigo me enviou uma piada fabulosa! Como toda piada de português, juram de pés juntos que é verdade e que isso de fato estava escrito em algum lugar:
Questão de ética/moral apresentada no "Diário de Lisboa" em Portugal.O texto está em sua forma original.
"Com toda esta polêmica a propósito da clonagem, uma grande pergunta urge colocar: Alguém que tenha relações sexuais com o seu próprio clone é gay ou está a masturbar-se?"
Português é um povo básico, como dizia o Zé Simão!
Tuesday, January 28, 2003
History repeating...
O passado não me larga. Não me deixa de jeito nenhum. É uma mancha de nanquim indelével na gola da camisa que a inutiliza pra sempre. Um odor, um perfume, uma foto, uma música, um lugar... sempre, incondicionalmente, está lá, o passado, acenando pra mim, de dentro e de fora ao mesmo tempo.
A gente luta contra ele, a gente rasga as fotos em mil pedacinhos, bota fogo em tudo e joga fora, mas ele volta sorrateiro e silencioso e quando menos espera-se, ele nos agarra. Nascemos e pronto: a partir daquela hora marcada na certidão tudo é passado. Tudo, tudo, tudo!
Certas lembranças, as gostosas, são menos detalhadas e menos evidentes. No entanto, é a memória involuntária, traiçoeira, que nos pega e nos derruba nostálgicos, com o olhar perdido no espaço, por horas ou dias. Mas, uma foto e uma música são coisas muito óbvias. Descobri que o sentido traiçoeiro é o olfato que abre um baú fundíssimo dentro da nossa alma e vai buscar lá de dentro a memória que nos esforçamos tanto por enterrar...
E o que resta de todo homem quando ele morre é o passado que ele produziu. Ou seja, enterram o homem, mas seu passado perdura.
O passado não me larga. Não me deixa de jeito nenhum. É uma mancha de nanquim indelével na gola da camisa que a inutiliza pra sempre. Um odor, um perfume, uma foto, uma música, um lugar... sempre, incondicionalmente, está lá, o passado, acenando pra mim, de dentro e de fora ao mesmo tempo.
A gente luta contra ele, a gente rasga as fotos em mil pedacinhos, bota fogo em tudo e joga fora, mas ele volta sorrateiro e silencioso e quando menos espera-se, ele nos agarra. Nascemos e pronto: a partir daquela hora marcada na certidão tudo é passado. Tudo, tudo, tudo!
Certas lembranças, as gostosas, são menos detalhadas e menos evidentes. No entanto, é a memória involuntária, traiçoeira, que nos pega e nos derruba nostálgicos, com o olhar perdido no espaço, por horas ou dias. Mas, uma foto e uma música são coisas muito óbvias. Descobri que o sentido traiçoeiro é o olfato que abre um baú fundíssimo dentro da nossa alma e vai buscar lá de dentro a memória que nos esforçamos tanto por enterrar...
E o que resta de todo homem quando ele morre é o passado que ele produziu. Ou seja, enterram o homem, mas seu passado perdura.
Thursday, January 23, 2003
"Pull over Ma'am"
Eram quase meia noite e estávamos a menos de 1 km de casa. De repente, uma luz nos segou - fiquei com medo de estar sendo abduzida por aliens, já que o rádio do carro também não estava funcionando direito - mas não, era um autêntico Cop, do tipo que come rosquinhas com café. Instantaneamente, já me imaginava algemada numa salinha no aeroporto, sendo deportada de volta pro Lula e comecei a pensar o que poderia oferecer ao policial em troca da minha liberdade, afinal de contas... O problema é que eu estava morrendo de vontade de dar risada, muita risada - eu sempre rio quando estou nervosa, mas além do nervoso ainda tinha o fator "awkwardness". Imagina só o cop vindo me pedir documentos e eu caindo na gargalhada na cara dele - deve ter uma multa só pra isso, pra quem ri na cara do policial. "You know, your officer, I always laugh like this when I am nervous -huahuahuahuahuahua..."
Daí fiquei imaginando se isso tudo não estaria sendo gravado numa fita para depois ser enviado para um daqueles programas do tipo "The worst drivers ever - to be caught on tape!" E um dia minha cara deslavada ia aparecer meio borrada no vídeo - com aquele efeito meia-boca pra esconder a identidade do transgressor de regras de trânsito. E o comentarista ia dizer "Now pay attention to the red haired woman, see how she laughs her heart out at the police officer - what she doesn't know is the size of the fine she is about to get...."
No final, eu no carro em devaneio e a motorista do lado de fora sacudindo a cabeça e fazendo "hum-hum" pra tudo que o policial estava dizendo - não, Graças ao Bom Deus, eu não estava dirigindo!!! 20 minutos de bronca depois fomos liberadas pela modesta quantia de 86 dólares e a promessa de nunca, nunca, nunca mais não respeitar religiosamente a plaquinha de "Pare".
Eram quase meia noite e estávamos a menos de 1 km de casa. De repente, uma luz nos segou - fiquei com medo de estar sendo abduzida por aliens, já que o rádio do carro também não estava funcionando direito - mas não, era um autêntico Cop, do tipo que come rosquinhas com café. Instantaneamente, já me imaginava algemada numa salinha no aeroporto, sendo deportada de volta pro Lula e comecei a pensar o que poderia oferecer ao policial em troca da minha liberdade, afinal de contas... O problema é que eu estava morrendo de vontade de dar risada, muita risada - eu sempre rio quando estou nervosa, mas além do nervoso ainda tinha o fator "awkwardness". Imagina só o cop vindo me pedir documentos e eu caindo na gargalhada na cara dele - deve ter uma multa só pra isso, pra quem ri na cara do policial. "You know, your officer, I always laugh like this when I am nervous -huahuahuahuahuahua..."
Daí fiquei imaginando se isso tudo não estaria sendo gravado numa fita para depois ser enviado para um daqueles programas do tipo "The worst drivers ever - to be caught on tape!" E um dia minha cara deslavada ia aparecer meio borrada no vídeo - com aquele efeito meia-boca pra esconder a identidade do transgressor de regras de trânsito. E o comentarista ia dizer "Now pay attention to the red haired woman, see how she laughs her heart out at the police officer - what she doesn't know is the size of the fine she is about to get...."
No final, eu no carro em devaneio e a motorista do lado de fora sacudindo a cabeça e fazendo "hum-hum" pra tudo que o policial estava dizendo - não, Graças ao Bom Deus, eu não estava dirigindo!!! 20 minutos de bronca depois fomos liberadas pela modesta quantia de 86 dólares e a promessa de nunca, nunca, nunca mais não respeitar religiosamente a plaquinha de "Pare".
"Ensaboa, Mulata, Ensaboa"
Aqui não tem tanque. Não tem. Estou com uma porção de meias sujas para lavar, mas não tenho a cara-de-pau de jogar tudo dentro de uma máquina e ver que bicho dá... Imagina só: como é que o encardidão da sola das meias vai sair? Olha, nenhuma roupa fica bem lavada sem uma passadinha no tanque antes. "É que a sujeira precisa apanhar para sair" me disse minha mais saudosa assistente do lar, a Dina.
Agora, outra coisa que me veio em mente foi a graça toda do "ensaboa, mulata, ensaboa". Não teria graça nenhuma pra americano. Gringo não ia entender nada da música do Cartola ou então ia logo achar que era discriminação racial e eu era capaz de apanhar na rua se cantasse alto!
É que de sabão quem entende somos nós, brasileiros, eita povo sabonete!!! Pra tudo dá-se um jeitinho! E seguimos ensaboando!
Aliás, eu sigo de meias sujas. Comprei um pacotão numa loja de departamentos. Vamos ver se até eu sujar esses 5 novos pares de meias eu descubro algum sabão em pó fabricado pela NASA que desencarde meia lavada na máquina!
Aqui não tem tanque. Não tem. Estou com uma porção de meias sujas para lavar, mas não tenho a cara-de-pau de jogar tudo dentro de uma máquina e ver que bicho dá... Imagina só: como é que o encardidão da sola das meias vai sair? Olha, nenhuma roupa fica bem lavada sem uma passadinha no tanque antes. "É que a sujeira precisa apanhar para sair" me disse minha mais saudosa assistente do lar, a Dina.
Agora, outra coisa que me veio em mente foi a graça toda do "ensaboa, mulata, ensaboa". Não teria graça nenhuma pra americano. Gringo não ia entender nada da música do Cartola ou então ia logo achar que era discriminação racial e eu era capaz de apanhar na rua se cantasse alto!
É que de sabão quem entende somos nós, brasileiros, eita povo sabonete!!! Pra tudo dá-se um jeitinho! E seguimos ensaboando!
Aliás, eu sigo de meias sujas. Comprei um pacotão numa loja de departamentos. Vamos ver se até eu sujar esses 5 novos pares de meias eu descubro algum sabão em pó fabricado pela NASA que desencarde meia lavada na máquina!
Friday, January 17, 2003
"Isso é assim mesmo, é porque você é mulher"
Meu ex-namorado, que era um cara difícil em termos de senso de humor, costumava dizer isso e sempre me causava riso. Ainda rio com a frase, porque no fundo, muita coisa acontece comigo e sei que é só porque sou mulher mesmo, é a única explicação possível. Crise choro, crise de riso. Crise de choro e de riso junto. Vontade de comer chocolate e depois pesar-se em seguida só pra dar uma conferidinha.
O pior é que estamos todas unidas nessa condição, numa solidariedade silenciosa: não precisamos contar isso pra ninguém, mas sabemos instintivamente que todas fazemos e sentimos este montão de coisas igualmente.
Não escolhi nascer mulher, não foi minha opção, mas se tivesse sido consultada a respeito, lá no Céu, na fila de espera da Terra, teria escolhido ser mulher sim. A mulher se relaciona e compreende o mundo através do seu amor, através de quem ama: seus pais, seus irmãos, seu marido escolhido e, depois, de seus filhos. Estes agraciados com o maior amor e mais incondicional que qualquer mulher será capaz de sentir ou de delegar. E saber isso é a coisa mais valiosa do mundo. E é só porque eu sou mulher mesmo que eu sei.
Meu ex-namorado, que era um cara difícil em termos de senso de humor, costumava dizer isso e sempre me causava riso. Ainda rio com a frase, porque no fundo, muita coisa acontece comigo e sei que é só porque sou mulher mesmo, é a única explicação possível. Crise choro, crise de riso. Crise de choro e de riso junto. Vontade de comer chocolate e depois pesar-se em seguida só pra dar uma conferidinha.
O pior é que estamos todas unidas nessa condição, numa solidariedade silenciosa: não precisamos contar isso pra ninguém, mas sabemos instintivamente que todas fazemos e sentimos este montão de coisas igualmente.
Não escolhi nascer mulher, não foi minha opção, mas se tivesse sido consultada a respeito, lá no Céu, na fila de espera da Terra, teria escolhido ser mulher sim. A mulher se relaciona e compreende o mundo através do seu amor, através de quem ama: seus pais, seus irmãos, seu marido escolhido e, depois, de seus filhos. Estes agraciados com o maior amor e mais incondicional que qualquer mulher será capaz de sentir ou de delegar. E saber isso é a coisa mais valiosa do mundo. E é só porque eu sou mulher mesmo que eu sei.
A falta que ela me faz -
Tenho que confessar: estou com saudades da Dra. Klara. É oficial. Estou com saudades da minha psicóloga. É verdade. Era gostoso, vai... ficar lá deitadinha naquele divã de couro freudianamente correto, cheiroso, toda esparramada olhando pro nada e falando sobre o nada também, como um enorme e custoso episódio do Seinfeld de 6 anos de duração.
De frente pra janela, de costas pra doutora.
Falei, falei, falei. Calculo que lá pelo 3o ano ela deve ter parado de anotar qualquer coisa, devia trazer um "Coquetel - caça-palavras e criptogramas" e ficar se esbaldando nas minhas costas.
Queria poder deitar um pouquinho lá de novo, mesmo sabendo exatamente o que ia escutar: ódio do pai, inveja da mãe, complexo de electra... é que lá eu deitava e chorava durante 50 minutos. Tinha 50 minutos para chorar loucamente se quisesse. E era muito confortável saber o que ia se passar. Teoricamente, eu não sabia. E fiquei sem saber nos primeiros anos. Acho que decidi ir embora no dia que percebi que sabia exatamente tudo aquilo, que já tinha decodificado Freud no último nível e que agora não precisava mais dele. (Que impáfia a minha, que falta de modéstia... mas no fundo, de certa forma, deve ser parte do tratamento ou efeito colateral - que no caso não seria tão bom - o paciente ficar achando que já sabe mais que o psicólogo...) E talvez, eu e Klara tenhamos simplesmente nos cansado uma da outra e tenhamos desistido, em conjunto, de dividir aquele divã.
Mas, Dra. Klara, se vc está lendo este blog - o que é altamente improvável - obrigada por tudo.
Tenho que confessar: estou com saudades da Dra. Klara. É oficial. Estou com saudades da minha psicóloga. É verdade. Era gostoso, vai... ficar lá deitadinha naquele divã de couro freudianamente correto, cheiroso, toda esparramada olhando pro nada e falando sobre o nada também, como um enorme e custoso episódio do Seinfeld de 6 anos de duração.
De frente pra janela, de costas pra doutora.
Falei, falei, falei. Calculo que lá pelo 3o ano ela deve ter parado de anotar qualquer coisa, devia trazer um "Coquetel - caça-palavras e criptogramas" e ficar se esbaldando nas minhas costas.
Queria poder deitar um pouquinho lá de novo, mesmo sabendo exatamente o que ia escutar: ódio do pai, inveja da mãe, complexo de electra... é que lá eu deitava e chorava durante 50 minutos. Tinha 50 minutos para chorar loucamente se quisesse. E era muito confortável saber o que ia se passar. Teoricamente, eu não sabia. E fiquei sem saber nos primeiros anos. Acho que decidi ir embora no dia que percebi que sabia exatamente tudo aquilo, que já tinha decodificado Freud no último nível e que agora não precisava mais dele. (Que impáfia a minha, que falta de modéstia... mas no fundo, de certa forma, deve ser parte do tratamento ou efeito colateral - que no caso não seria tão bom - o paciente ficar achando que já sabe mais que o psicólogo...) E talvez, eu e Klara tenhamos simplesmente nos cansado uma da outra e tenhamos desistido, em conjunto, de dividir aquele divã.
Mas, Dra. Klara, se vc está lendo este blog - o que é altamente improvável - obrigada por tudo.
Subscribe to:
Posts (Atom)